Saboreando



Eu não era lá muito adepto do mundo virtual e nunca havia pensado em ter um blog, mas aqui está. Sou repórter e redator, trabalhei muito com cinema na imprensa, moro em São Paulo e adoro essa cidade. A vida urbana me atrai muito (sorte minha) e faço parte desse caos todo aqui, mas até que sou bem tranqüilo (já fui menos). Acredito que todo dia tem que ter pelo menos um momento, por menor que seja, especial. Pra isso, é necessário saber enxergá-lo no meio da correria de sempre.



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- Liliane Prata
- Olivia de Perto (com sua bela voz)
- Daniele em Londres - vida nova (e mais que interessante) no Velho Mundo
- Isabela Raposeiras - Pra quem quer saber mais sobre café
- Third Place







Meditei sem querer

Engraçado... correria por causa do trabalho (aonde tá indo essa geração com tanta pressa, meu Deus!?), da faculdade, fazendo estripulias para pagar as contas (têm dado certo). E paro pra pensar muito pouco...

 

Resolvi almoçar besteira na Gi. Sei lá... uns empanados que ela faz (ou seria empanada???), com Tabasco verde... depois o folhado de maçã com sorvete que saiu no Guia do Estadão. Mas cheguei lá e ela estava abrindo a loja. Bem, fui almoçar na Fradique mesmo, coisa rápida, e voltei pra um café bombom (com leite condensado).

 

Ela sumiu lá pra dentro da cozinha, e fiquei sozinho, dando uma de leão de chácara. Folheei algumas revistas, desinteressado delas. Deixei-as de lado e fiquei simplesmente bebericando meu café-sobremesa e olhando a rua, as pessoas, os carros, os cachorros, a bouganvília, os banquinhos, a calçada... a vida acontecendo lá fora, indiferente a tudo.

 

Só então percebi o quanto precisava daquilo! Não pensar em absolutamente nada, olhar sem ver, ouvir sem entender... parar um pouco. Há muito não fazia isso e não falo de dias ou meses... mas de anos. Quem sabe, décadas? Só sentir o gostinho do leite condensado misturado àquele café de tão boa origem, morder o biscoito canelinha e deixá-lo, preguiçosamente, dissolver-se na língua...

 

De vez em quando é preciso dar um tempo pra perceber que o tempo existe. Sossegar pra se sentir vivo sem obrigação.

 

O tempo passa à nossa revelia. Mas é possível congelá-lo por uns instantes.

 

Qual foi a última vez que você tomou um café gostoso simplesmente pelo prazer de tomá-lo, e não só pela fonte de cafeína para manter-se acordado e trabalhar? Quando você inspirou para sentir o ar tomando conta de você, o oxigênio indo pro sangue e pro cérebro, te enchendo de vida? Quando se deu tempo pra comer saboreando, vendo, cheirando, tocando, e não só engolindo algo pra não ficar de barriga vazia?

 

Quando você se deixou ouvir a voz do silêncio?

 

Caramba... ele diz tanta coisa!

-Saboreado por: mc às 12h49
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Amigo é pra essas coisas

Semana de provas e cheia de trabalho. Não que eu esteja reclamando, mas há dias em que você faz tanta coisa que acaba não tendo cabeça pra nada. Reparam que você tá quietão, com o olhar meio perdido... enquanto não dá ambulância e injeção, tudo bem! Rsrs!

 

E agora me vem esse lance de sentir a pressão baixando e ter que comer algo salgado. Começou de uns tempos pra cá... nunca tive problemas desse ou de outros tipos, mas uma hora eles chegam pra todo mundo. Graças a Deus é só isso, pois gozo de ótima saúde.

 

Mas as mulheres, com seus olhos clínicos (habilidade simplesmente ausente em organismos com testosterona), notam tudo e mais um pouco em nós. Às vezes, quando nem mesmo nós notamos... Chego eu na praça de alimentação da faculdade e vejo a Mariana (a do blog Happiness, linkado aí do lado direito), sentada a uma das mesas, lanchando. Ela já olha pra mim e pergunta:

 

-          O que você tem?

-          Como assim!!!???

-       Tá sentindo alguma coisa?

 

(continua na droga do post abaixo... ainda mato alguém de um certo portal...)

 



-Saboreado por: mc às 16h01
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Só aí me toquei:

-          Ih! Tou meio tonto mesmo... É pressão baixa...

-          Come alguma coisa salgada que passa.

-          Não...

-          Como, “não”?

-          Ah, não deu pra passar no banco e essa %#@* de lanchonete não aceita cartão de jeito nenhum. E cartão é o que não falta nessa carteira... débito, crédito, VR... até pra ônibus...

-          Eu pago! Escolhe!

-          Não.

-          Deixa de ser bobo!

-          Não!

Aproveitei a distração dela com alguém que passou e sumi. Orgulho besta, acho. Bem... acho o caramba, tenho certeza. Sei ser uma anta de vez em quando...

(continua abaixo...)



-Saboreado por: mc às 16h00
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Desencanei. Não daria pra morrer até ir para casa e comer de verdade. Mas não tava legal... detestei a faculdade ter saído de Higienópolis, bem pertinho do shopping, e ido praquele fim de mundo onde só tem fábrica, depósito e travesti fazendo ponto... E nem sinal de comércio perto. No bairro antigo, fora o shopping com inúmeras opções, havia padaria, supermercado, bar, lanchonete... tudo pertíssimo. Como era bom estudar na civilização! Até a banca de revista na frente do Rio Branco tinha sanduíches bem legais. E tudo aceitando cartão, mais os bancos próximos onde podíamos sacar dinheiro. Lá no raio que o parta, simplesmente desencanei.

 

Começou a prova fui para a sala. Lá dentro me vem a Mariana e tira algo da bolsa. Um embrulhinho branco que começou a soltar um cheiro gostoso assim que ela o abriu:

 

-          Toma... Já tá até esfriando.

-          ???

-          Toma, bobo.

-          Mariana, você não existe mesmo...

 

Não gosto dos produtos daquela lanchonete (muitos reclamam). Mas a baguetinha com presunto e queijo estava ótima...

 

Ou era a fome, ou foi o carinho.

 

 

 



-Saboreado por: mc às 15h58
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Crônica involuntária

O trem avança em uma velocidade nem alta, nem baixa, que possibilita apreciar a paisagem distraidamente. Poucos passageiros espalham-se pelo vagão, relaxados e confortáveis. Eu aqui, recostado ao vidro da janela, disfarçadamente olhando você lendo um livro do qual até agora não consegui ver o título. Você lê com atenção, num misto de compenetrada e relaxada. Pelo visto, o texto é agradável e lhe faz pensar em coisas boas, pensamentos denunciados pelo leve sorriso, que em certos trechos da leitura e dos trilhos aumenta, tornando-se um sorriso completo. Logo depois, volta a ser leve, mas constante.

 

Não há vento aqui dentro, pois os vidros do trem são fixos. Mesmo assim seus cabelos levemente encaracolados e claros parecem se mexer levemente, como tocados por leve brisa. Aproveito sua distração com o livro para olhar mais para você. Dos cabelos, muito bonitos, desço para o rosto róseo, com pouquíssima maquiagem, sinal de quem se cuida bem, mas não é escrava da vaidade. Daqui não dá para ver se não usa batom ou, se usa, é bem clarinho. Brincos bem pequenos, discretos, cujo valor está mais na beleza que em quanto custaram. No pescoço, uma correntinha bem fina, dourada, com um pingente qualquer que repousa sobre o colo muito bonito, valorizado pelo decote nada vulgar do vestido de algodão com flores pequenas, que te deixa com um ar ainda mais primaveril. Leve e confortável, vai até pouco abaixo dos joelhos, expostos por você estar sentada. Uma sandália leve expõe seus pés delicados e bonitos. O ar-condicionado te obriga a usar esta jaqueta jeans por cima do vestido, nem clara nem escura, mas com cara de que já andou por muitos trens, confortável pelo uso. Curiosamente, não destoa do ar primaveril do restante da roupa, dando-lhe um aspecto um tanto quanto urbano, mas feminino, delicado.

 

Você cruza as pernas e balança o pé levemente, e quase consigo ver o título do livro bem encadernado, capa dura e gasta, que já enfeitou alguma estante de sebo. Mas sua mão, com um anel fino e discreto, com um simples brilhante que cintila ao sol suave, esconde as pequenas letras ainda douradas da lombada. O sorriso continua em seu rosto. Fico por mais uns instantes olhando você. Seus olhos claros recebem lampejos emprestados da luz do sol. Até agora não sei ao certo se azuis ou verdes... só sei que são lindos.

 

Pela primeira vez, levanta os olhos do texto e dá uma olhadela em volta. Quando seus olhos passam por mim do outro lado do corredor, disfarço e olho pela minha janela. Pode não parecer, mas ainda sou tímido às vezes. Você olha distraída a paisagem pelo meu vidro.

 

Checa o pequeno relógio dourado de pulso, pega a bolsa pequena que está no canto da poltrona e se levanta, deixando o livro sobre o assento, marcando lugar. Sua bagagem, uma bolsa esportiva grande de nylon, ficou no bagageiro do teto, com a etiqueta de identificação pendurada na alça. Você sai pela porta logo atrás de nós, que estamos nas penúltimas poltronas do vagão.

 

A voz nos alto-falantes, discreta, diz que estamos chegando à minha estação. Levanto-me e vou para perto de sua poltrona, mas resisto a ler seus dados na etiqueta da bagagem e o título do livro. Manterei o mistério. Volto ao meu assento, termino rápido isso que estou escrevendo sobre você. Pego minha pasta no bagageiro, arranco a folha do bloco de papel de carta no qual escrevo, dobro duas vezes e coloco sob o seu livro.

 

Para quando você voltar.

 

Não sei porque... mas espero te ver de novo um dia. Obrigado pela viagem muito agradável que você me deu, sem nem mesmo saber disso.

-Saboreado por: mc às 09h38
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Datas capitalistas

O comentário da Ana Cris sobre o post abaixo fez lembrar a época em que eu trabalhei numa loja de brinquedos. Sempre gostei de brinquedos e do que as crianças podem fazer com eles, até ir trabalhar numa loja só pra ver o “outro lado”.

 

Houve coisas boas e ruins. Uma boa é que o pessoal que chegava super em dúvida me pedia conselhos e, conforme o perfil que eles me davam das crianças, eu sugeria algo. Voltavam só pra dizer que a criança adorou!  Outra: a inveja dos vendedores fixos (eu era extra, só pro Dia da Criança). Os mesmos que me atendiam cheios de cortesia quando eu era comprador, só faltou fazerem macumba, já que vendi mais que eles no primeiro dia. O gerente, amiguinho deles (e um tremendo calhorda de primeira grandeza), veio reclamar comigo. Só consegui reagir com um “Peraí... você tá reclamando que eu vendi muito? Juro que não entendi”. Fora o sub-gerente, um gordo fdp que ficava a toda hora: “assim vc pega meu emprego”, e me mandava fazer coisas absurdas e desnecessárias.

 

Os vendedores tratavam a pessoa conforme a aparência. Se parecia mais simples, nem respondiam. E ficavam p’s da vida comigo pq eu pegava esses clientes, que acabavam fazendo compras enormes!

 

Mas o pior não foi nada disso. Como era fim de setembro, chegava o tal Dia da Criança. É incrível como a mídia massacra todo mundo pela TV e faz os trouxas pensarem que são OBRIGADOS   a comprar algo para um dia comemorativo totalmente artificial e comercial. Dia de criança? Por favor... Eu sempre tive MUITOS brinquedos. Nunca conheci outra criança que tivesse mais que eu. E brincava com a molecada toda da rua! Pra terem uma idéia, eu não brincava de carrinho... brincava de Avenida Brasil (que nunca foi brincadeira...). Sabem quantas vezes ganhei presente de Dia da Criança? Uma. E nem criança eu era mais. Papai nunca nos prendeu a obrigações de presentes em dias como esse, ou aniversários. E nunca o cobramos, pq “dia de dar presente é quando vc tá a fim, ou quando pode.” E olha que, se tem uma coisa da qual aquele lá entende, é de presentear.

 

Os pais chegavam à loja super preocupados, como se comprassem material escolar, remédios ou algo assim. Mesmo com todo o valor que dou aos brinquedos (e principalmente ao que a imaginação é capaz com eles), achava absurdo. Alguns chegavam ao cúmulo de criar dívidas! E olha as “pérolas preciosas” que procuravam: boneca da Carla Perez (vê se pode...), uma pelúcia mais que fajuta das Bananas de Pijamas, e por aí afora... só babaquice de TV de segunda...

 

Isso, quando não saíam quase no tapa. Já assistiram a um filminho tido como bobo, mas que é uma crítica bem interessante ao consumismo do Natal, o Um Herói de Brinquedo? Pois é... aquelas cenas nas lojas são a mais pura verdade, embora pareçam exagero. Podem acreditar!

 

Depois, fiquei uns 2 anos sem entrar numa loja de brinquedos...



-Saboreado por: mc às 12h57
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Sobre presentear

Peguei um caminho não usual para o trabalho na hora do almoço e passei em frente a uma loja de brinquedos. Na calçada, olhando a vitrine, dois vendedores ambulantes de panelas. Um deles olhava um pequeno velocípede desses de plástico, estilo Velotrol, com um sorriso no rosto que não daria pra passar despercebido nem se eu estivesse do outro lado da rua! O outro paneleiro olhou o amigo:

 

-         É, Fulano, acho que é essa mesmo, hein! Agora cê achou!

 

E o rapaz do sorriso continuou com ele no rosto, na certa imaginando o filhinho ou filhinha (quem sabe um sobrinho querido?) em cima da motoca, todo feliz. O colega também olhou o brinquedo sorrindo e novamente considerou:

 

-         Acho que dá pra fazer em “3 veiz”... Eu te ajudo, vamo lá vê!

 

Virei a esquina e fiquei me lembrando do quanto é gostoso presentear alguém. Poucas coisas na vida me trouxeram tanta satisfação quanto isso. Fiquei imaginando os olhinhos da criança brilhando ao ver o triciclo, ela tentando, meio atrapalhada, subir pela primeira vez nele e a família em volta, babando.

 

Uma vez eu pude presentear uma pessoa que me era muito querida. Naquele momento da vida, era a pessoa mais importante para mim. Comprei algo que era um sonho de infância dela, difícil de achar e um tanto caro. Fui longe pra achar o negócio, correndo pra ninguém chegar antes de mim, pois a menina da loja me ligara horas antes dizendo que chegou, mas não quis reservar pois a procura era grande (e era mesmo, sei lá porquê!). Deixei o serviço de lado e fui na horinha.

 

No mesmo dia, escondi-me em algum lugar da casa de minha então namorada e a peguei de surpresa. Quando ela se virou, vendo o presente, imediatamente lágrimas rolaram. Na verdade, nunca vi lágrimas brotarem tão rápido antes, nem depois...

 

Foi o presente mais gostoso que já dei na vida. Pelo menos até agora.

 

Voltando aos paneleiros, tomara que eles consigam comprar o velocípede!

-Saboreado por: mc às 15h33
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Você sabe que tá precisando de férias quando:

-          Acorda, sobressaltado, correndo entra no chuveiro e só embaixo dele lembra que é sábado ou feriado...;

-          Atende ao telefone de casa ou o celular e diz “empresa tal, bom dia!”;

-          Sonha com trabalho;

-          Quando tá almoçando, o papo é trabalho; quando tá passeando, o papo é trabalho; quando tá namorando... ah, vai tomar banho! Aliás, pensa em trabalho também enquanto toma banho...

-          No final de semana, no piloto automático, acaba indo almoçar onde almoça a semana inteira;

-          Tem que ir a outro lugar qualquer e, também no piloto automático, faz o caminho para o trabalho...;

-          Só quer se relacionar com gente da mesma profissão;

-          Em dias de folga, usa a mesma roupa que usa pra trabalhar (a não ser q vc seja um desses afortunados que podem trabalhar vestidos à vontade);

-          Faz um blog pra se distrair e fala de trabalho nele... eita! Rsrsrs!

 

p.s.: Tou só brincando, mas certos sintomas acima são preocupantes mesmo. Ainda bem que evito a maioria deles. Mas falar de trabalho é legal tb, principalmente se vc gosta. O problema é viver só pra isso...

-Saboreado por: mc às 10h13
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Desculpem-nos pelo transtorno, estamos em obras para melhor servi-los! rsrsrs!

Gente,

desculpem-me. Estamos mudando aos poucos a carinha do blog, até ele ficar de um jeitinho satisfatório. Até lá, não estranhem se virem algo errado, pq o processo é em etapas. Tou trocando umas idéias com a nossa webdesigner preferida (tou enchendo o saco da menina, coitada! rsrsrs!) e chegamos aos poucos a um denominador comum.

Mas vai ficar tudo legal.

 

Ah, o tal haloscan vai dançar. Ficarei só com o comentário do Uol. Portanto, prefiram a segunda opção, já que os comentários haloscan cairão fora. O do uol é mais limpinho, enquamto o haloscan é muito cheio de firula.

 

abs.



-Saboreado por: mc às 11h58
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Sei que sou o primeiro a não gostar de textos copiados em blogs. Mas hoje eu dou o braço a torcer e fico feliz por isso (mas vou continuar a não gostar, rsrsrs!).

 

Dei uma passada no blog da Ana Cris, de Ponta Grossa – PR, do qual gosto muito. Ela fala de uma maneira simples, sempre com experiências reais que são verdadeiras lições.

 

Li algo que me tocou na horinha certa! Ana, calou fundo! Eu estava comendo um sanduíche enquanto lia. Chegando ao final do texto, o pão ficou parado a meio caminho da boca... parei de mastigar e fiquei olhando feito bobo.

 

É um texto até bobinho, simples, mas cujas lições têm tudo a ver. Uns chamariam de filosofia de banca de revista ou de boteco. Mas, na máxima atribuída a Fernando Pessoa, “tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.

 

Como sou contra copiar... Bem... pra ser coerente, não transcreverei aqui o que li (e que confesso já ter lido antes, mas não me lembro onde). Além disso, renderá umas visitinhas a mais pra Ana. Vejam o post "AINDA TOMAREMOS UM CAFÉ" , o segundo do dia 12/09.

 

Eu mesmo já pus para funcionar o que está escrito nele, e deu super certo... até eu parar de fazer e quase dar com os burros n’água.

 

A propósito, o link dela agora figura ali do lado direito tb. Leiam e sirvam-se!



-Saboreado por: mc às 08h34
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Reinauguração! Cara nova!

Bem, como vocês notaram, o blog tá de cara nova! O template veio da La Bella Luna, como vcs já viram, com a competência de sempre (também quer um? veja em http://labell.com.br/).

Eu prometi uma novidade e ei-la!

Mas já peço desculpas com antecedência, pois minha chefe está entrando em férias neste exato momento (tomara que descanse bastante e volte com as baterias recarregadas) e ficarei meio sozinho aqui, "tomando conta da loja". Portanto, se não postar algumas vezes, perdoem-me. Mas não fiquem longe!

E aí? Gostaram?



-Saboreado por: mc às 17h03
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Amanhã não tem post

Pra driblar a triste descoberta do post abaixo, amanhã voarei para o Rio, pra de lá seguir estrada afora para Búzios, Cabo Frio e Arraial do Cabo. Sexta, sábado e domingo pelo litoral, descobrindo muita coisa gostosa em vários sentidos. Segunda, não sei se posto, pois estarei numa correria daquelas. Mas volto logo, com surpresa!



-Saboreado por: mc às 16h52
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Bad news... pelo menos por enquanto...

É... a vida é assim, há surpresas e surpresas. Tava falando da surpresa gostosa que a Bárbara me fez (bem... não era tão surpresa pq ela contou que mandaria, mas foi surpresa chegar em plena greve dos Correios). Mas... agora tive outra não tão legal, pelo menos por agora.

 

Vou ficar órfão de café.

 

Isso mesmo. A Gi vai vender o Gi Café. Já pôs anúncio no Estadão e tudo.

 

O marido dela recebeu uma proposta, ao que parece, irrecusável, de trabalho em São Luís, MA. Chegaram a um acordo e vão pra lá. Ou ela vende ou simplesmente fecha, no prazo de um mês. Quer vender pra alguém que mantenha o clima do lugar, que faça dele o que ela fez, com a Joana, sua filha. Bem que eu a achei diferente, tentando se desapegar aos poucos. Ontem mesmo, ela retirava alguns enfeites mais pessoais e o bobo aqui nem desconfiou.

 

Para isso, há dois lados. Ou simplesmente fecha, ou consegue, de fato, alguém que leve o clima do lugar adiante. Já vi isso acontecer com lugares bem bacanas lá no Rio. Quem sabe?

 

O negócio é que é o meu cantinho predileto em Pinheiros, e eu não gostaria de ficar sem. Nem eu, nem ninguém entre os ótimos freqüentadores. Gente muito bacana.

 

Tanta gente que eu queria levar lá...

 

Ta... fiz o maior bico quando a Joana me contou. Fazer o quê... Fiquei mais um tempinho, explorando cada cantinho, vendo as fotos do Café desde o início de sua existência, num álbum sobre o balcão.

 

Saí triste de lá. Passei na loja de animais em frente pra namorar a cachorrinha cocker sapeca da vitrine, como venho fazendo recentemente. Normalmente ela se derrete toda e depois apronta à beça. Hoje ela me estranhou! Aí eu dei uma melhorada na cara e ela voltou ao normal, pondo a loja abaixo! Rsrs!

 

Tudo bem que não é o fim do mundo, mas confesso que fiquei triste. Só quem conhece o lugar entenderia mesmo (ou quem lê aqui com regularidade). Segui pela calçada e encontrei um labrador dando mole. Eu só passei perto e ele lambeu minha mão. Pode? Abaixei e brinquei com ele feito criança, dois bobões. Depois da fuzarca que fizemos (gente, nem sei de quem é o cachorro! Deve ser da moça que tava na loja de decoração olhando pra gente e rindo), vim pra cá pra editora. Tirei a jaqueta quando virei a esquina (suei com  a bagunça) e vim com ela pendurada ao ombro, andando “chutando tampinha”, devagarinho.

 

Quem sabe, disso não vem algo bom... se for melhor pra eles, que seja!

-Saboreado por: mc às 13h07
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Ontem cheguei em casa por volta da meia-noite, como sempre. Aliás, como quase sempre, porque havia uma surpresa legal na portaria. É bacana ver que chegou pelo correio um livro novo, um DVD inesperado... mas ontem, foi mais bacana: uma caixinha decorada com fotos P&B de filmes os mais diversos, da era de ouro do cinema! Quem fez foi a Bárbara, do As Palavras Todas, também linkado ali ao lado.

 

A caixinha é diferente de outras do mesmo tipo, pois não tem figuras só do lado de fora. Até do lado de entro, e na parrte interna da tampa também, referências mil! Sabe quando você pega um globo terrestre, desses de mesa, e procura saber que país é aquele,onde fica tal cidade famosa? Pois é, foi assim que me senti. A cada foto, procurava identificar o filme, ou o ator. Lá tem Cidadão Kane, A Um Passo da Eternidade, Sabrina, O Poderoso Chefão (não podia faltar!) e Marlon Brando, Audrey Hepburn, Burt Lancaster... uma viagem, numa caixinha tão pequena!

 

O melhor? Dá pra ver muito carinho em cada foto colada ali. Veio cheinha de carinho, pra quem pensou que veio vazia.

 

Tenho recebido presentes bem interessantes pelo blog. Só me trouxe coisas boas. Agora, até no sentido material! Rsrs!

 

Aguardem mais novidades.

 

Bárbara, muito obrigado pelo mimo (que já tá lá na estante, ao lado dos filmes)! Bj!



-Saboreado por: mc às 09h17
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10.000!!!

10.000 visitas! Legal! Que venham mais, com tudo de bom que este bloguinho me trouxe.

Obrigado e abração!



-Saboreado por: mc às 15h29
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Uma vez um famoso filósofo brasileiro me disse: “Sabe quais são os únicos lugares em que todo mundo é legal? No Curriculum vitae e no epitáfio. No currículo, o cara é o melhor profissional já visto na face da terra. E já reparou que num cemitério só tem gente boa enterrada? Não há uma lápide em que esteja escrito aqui jaz um fdp que deu desfalque na empresa, traiu a esposa, não deu a mínima pros filhos... Já reparou nisso?”

 

O mesmo pode ser dito de muitos blogs. Os que mais admiro são os que mostram certos defeitos ou fraquezas, ou mesmo simples manias que não chegam a ser nem o primeiro caso, tampouco o segundo. Mostram que são escritos por gente! E gente tem coisas boas e ruins.

 

Já recebi muitos elogios por este blog, por algumas coisas de mim que acabei escrevendo aqui nem sei pq. Tá, não vou me esculhambar, sei que tenho qualidades como todo mundo. Mas não tenho qualidades. Tampouco só defeitos, caramba...

 

Aprendi muito disso convivendo com gente do mundo artístico, daqui do Brasil e de fora. Gente que eu admirava de montão, quando conheci pessoalmente, vi que não havia tanto o que admirar. Outros que pareciam extremamente metidos, são agradabilíssimos na vida real. E conheço gente que acha que eles até devem ser metidos, pq têm grana no banco, são bonitos e famosos. “Ah, ele (a) pode!”. Poder, todo mundo pode. O que não quer dizer que deve.

 

Daí, aprendi a curtir apenas o trabalho. A pessoa, só se eu conhecer e bater uma certa sintonia (o que tb não depende de a pessoa ser legal ou não).

 

Todo mundo acorda meio p da vida de vez em quando, com ou sem motivo. Desconfio de gente que ri o tempo todo, ao mesmo tempo em que admiro isso. Riso bom, aquele que vem do coração, tem que ser de verdade. Mas às vezes ele ajuda, mesmo forçado, a espantar tristeza, sim. Não sejamos radicais (e taí algo que já fui muito, mas aprendi a não ser). Há casos e casos...

 

Portanto, caso venham a me conhecer, baseiem-se em mim, e não só no que escrevo. Se bem que, escrevendo, a gente põe muito da gente pra fora... Mesmo assim, cuidado! Rsrsrs!

-Saboreado por: mc às 15h15
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Precisar, não precisa. Mas...

Sei que o principal é o que sentimos e o que fazemos, não o que falamos. Mas há algo que às vezes quero falar e, enquanto não sai, não sossego. É o “Eu te amo”.

 

Embora sentir é que vale, falar não faz mal a ninguém. Nem preciso dizer que é algo que só deve ser dito se for verdade, pois tem gente mestre em falar só visando algum benefício. Felizmente, não é meu caso.

 

Pouquíssimas pessoas ouviram isso de mim. Dá pra contar nos dedos. De uma só mão. Se não acontece mais, pelo menos era verdade quando falei. Se deram ou não valor, se acolheram no coração ou não, é com quem ouviu.

 

Em casa, sempre valorizamos o fazer, que mostra muito mais que o falar. Nunca ouvi muito essa frase em meu lar, quando morava com meus pais.

 

Mas uma vez eu disse a minha mãe, que ficou meio sem jeito, mas respondeu um “eu também” carinhoso assim mesmo. Já meu pai...

 

-         Filho, eu NUNCA duvidei disso!

       

E sorriu.

 

Nunca mais precisamos ou precisaremos falar nada.

 

Eu também não duvido.

-Saboreado por: mc às 12h20
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Eu tava meio daquele jeito, sem saber se eu guiava meus passos ou se apenas ia aonde eles me levavam. Num desses limites, em cima do muro, entre sentir algo bom e pensar em coisas deprê. Nem me perguntem o porquê, nem imagino.

 

Acordei mais cedo que o normal, tomei um banho bem demorado, tranqüilo... me esqueci de ligar o CD, mas tudo bem, tava curtindo o silêncio do dia que estava começando. Aproveitei pra lavar o cabelo conforme instruções de minha “consultora” nesses assuntos, uma amiga que deu umas dicas, já que tou deixando a cabeleira crescer de novo. Achei engraçado, mas segui os conselhos. É legal deixar alguém cuidar da gente de vez em quando, mesmo um amigo. Nem lembrava mais como era.

 

Voltando à vaca fria, eu tava andando meio lá meio cá, como disse lá em cima. Geralmente, corto caminho pelo estacionamento de um supermercado Pão de Açúcar que fica entre minha casa e a editora. Estava eu quase pensando em coisas tristes quando, após um leve declive de asfalto, avistei um grupo da “melhor idade”, que faz Tai Chi Chuan numa área reservada do estacionamento em alguns dias da semana. Música leve saindo de um mini-system no chão, gente concentrada e com aparência saudável. Uma forma agradável de começar o dia, aos primeiros raios de sol e burburinhos urbanos. Tai Chi ao ar livre, embora comum (e o ideal), eu só tinha visto no bairro da Liberdade e no parque do Ibirapuera.

 

Mas o que isso tem a ver com minha condição quase meditabunda (ê palavrinha, viu!)? Bem... “meditabundei” (rsrs) que, indiferentemente à sua condição de humor, social, de saúde e blablablás mais, o dia não deixa de começar. A vida segue seu rumo sem aquela história de “pára o mundo que eu quero descer”. Ele simplesmente não pára. Se alguém quiser descer com ele em movimento, catapof! Cara no chão.

 

O dia não depende de você para começar. Mas o SEU dia, sim!

 

O mesmo se aplica à vida. E o que são os dias, senão pedacinhos dela com 24 horas pra você se organizar (ou tentar isso...)? Tem gente que não deixou a vida acontecer até hoje...

 

Não acordaram para o dia que nasceu, apenas levantaram da cama e saíram andando...

-Saboreado por: mc às 08h17
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Gosto das amizades que faço pelo blog. Ainda mais quando o contato evolui para fora dele. Hoje mesmo, por e-mail, conheci melhor mais uma “freqüentadora” daqui, que mora em outro estado. Rolou um papo leve, descontraído como deve ser.

 

Já conheci outras pessoas que apareceram por aqui e posso dizer que fiz bons amigos, o que espero continuar a acontecer.

 

É mais uma das coisas que me surpreenderam neste mundo bloguístico.

-Saboreado por: mc às 09h59
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Semana nova começou. Eu aqui, sem vontade nenhuma de escrever. Tive um papo na hora do almoço (isso, na hora em que era pra eu estar almoçando – nesse caso o gerúndio vale!), que me deixou desanimado. Mas valeu. Sabe, declaração de amor platônico? Essa é demais. Mas foi assim. Ouvi, respondi, mandei beijo e segui em frente. Mais tarde, lá pro ano de 2086, eu penso.

 

Mas aí me lembrei e minha aventura culinária de ontem. Vi a idéia num blog amigo, tomei coragem e fiz o mesmo. Já fiz carne, peixe, doce, salgado, ave, legumes, frutas, sopas, molhos, massas... mas nunca havia feito um bolo. Pode? Um bolinho bobo, só... de sobremesa pro risoto de queijo fundido regado a azeite bem cheiroso. Com o vinho certo, que não sou de ferro.

 

Repeti a experiência da blogueira amiga: comprei um pacote desses bolos Dona Benta, de cenoura, e segui as instruções. Bati à mão mesmo, vendo Pânico na TV... sem comentários. Até aí tudo ok. Até pôr pra assar... “sentir o forno” pra esse tipo de assado, ver como se comporta a fôrma de vidro. Fiz tudo como manda o figurino, ou as instruções do pacotinho... Untei a fôrma e salpiquei trigo. Cozinha quentinha numa tarde fria, com cheiro gostoso de bolo novinho.

 

A massa foi crescendo gostosa de se ver. Como pus na grade de baixo do novo forno, fez uma casquinha preta embaixo. Mas não chegou a queimar, propriamente. Não ficou com gosto de queimado, apenas uma camadinha crocante e gostosa. Bem... não solou, o que é um triunfo pro primeiro bolo.

 

Da próxima vez, farei eu mesmo a massa. A gente tem que evoluir, né?

 

Ah, essa vida de dono-de-casa...

 

Uma hora dessas, tenho que escrever um post mais interessante...

-Saboreado por: mc às 15h44
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Escrevia para um jornal interno de uma grande multinacional. Certa feita, pediram para eu fazer uma matéria sobre um evento que ocorrera um mês antes. Pois é: eu nem estive lá. Tive que pegar depoimentos dos presentes e montar assim mesmo. Mas o pior veio depois. Tive que usar fotos que eles mesmos tiraram. Muitas empresas acham que, após o advento da câmera digital, fotógrafos são desnecessários. Fotos em alta resolução, então... “alta o quê?” Mal apertam um botão e já se acham o Peter Parker, o Sebastião Salgado. Numa das fotos, o presidente da tal empresa aparecia. Era incrível como todos queriam usar o jornalzinho pra aparecer e puxar o saco. Mandamos o boneco para o ex-encarregado do setor que o analisava. O cara me liga bem no finzinho do prazo pro material ir pra gráfica, aos 44 e meio do segundo tempo, sem prorrogação:

 

-         Marcelo, tá tudo legal, mas eu gostaria de “estar mudando” a foto em que o presidente Fulano aparece.

-         Por que?

-         É que ele tá meio com os olhos fechados.

-         Mas... não havia fotógrafo nosso no evento, vocês só informaram depois. Tive que usar a foto que vocês mesmos me mandaram e não há outra em que ele apareça.

-         Eu sei. O que eu quero dizer é pra você “estar abrindo” os olhos dele na foto...

 

Silêncio do lado de cá. Não sei se eu tava mais fulo com os efeitos especiais pedidos, com o prazo estourado ou com o gerundismo do sujeito (que ganhava os tubos de salário pra fazer um trabalho assim...). Até que eu resolvi dar o ar da graça:

 

-         Bem... o George Lucas ainda não trabalha aqui na arte...

 

Deu vontade de, no Photoshop, pôr no tal presidente uns olhos daqueles bem grandes, arregalados, de animê japonês, e mandar pra ele, só de birra. Mas cliente é cliente e resolvi ficar quieto. Foi de olhos fechados mesmo...

 

Cada uma, viu...

-Saboreado por: mc às 10h06
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Há quem colecione filmes em DVD. Há quem colecione CD’s. Há quem colecione bonecos de super-heróis, aeromodelos, miniaturas de carros. Há quem tenha diversos charutos, caixas de fósforo, cartões postais, pôsteres de cinema, revistas em quadrinhos...

 

Conheço gente com armários e apartamentos lotados de algo que colecionam. Colecionar

requer espaço e dedicação, mesmo para algo pequeno como selos postais. Não é só juntar e empilhar. Muita gente coleciona para caixas e gavetas, e não para apreciar.

 

Tem gente que coleciona enfeites. Esses, sim, são arrumados para que alguém os veja, mesmo somente o colecionador. Bichinhos de porcelana, cristal, madeira, metal... Pingentes, prendedores de cabelo. Há mesmo quem colecione automóveis, aviões, tanques e locomotivas, todos de verdade! Esses têm graça quando são expostos, para que todos apreciem.

 

Eu mesmo já colecionei camisetas de filmes e festivais de cinema (que eu ainda uso a toda hora), pôsteres, DVD’s, VHS, brinquedos... De tudo, só fiquei mesmo com uma coleção de figuras de ação que me remetem à infância lá no Rio. Deles eu não me desfaço, até porque não ocupam lá muito espaço. Só de soldados, são uns 400. Tudo bem que eles têm aviões, barcos, jipes... que não são lá muito pequenos, como um grande caminhão que transporta uns 30 caras de uma só vez. Ainda me lembro dos recreios no jardim de infância com meu Falcon debaixo do braço. Foi o primeirão.

 

Há 3 anos, tive um grande desgosto na vida. Depois, não conseguia me apegar a nada. Conclusão: distribuí mais coisas do que muita gente acumula em toda uma vida. Roupas, foram umas 8 sacolas dessas de 100 litros, como as de lixo, enormes. Só de camisetas de cinema, umas 200, por baixo. Juntei mais ou menos uns 2 mil filmes em VHS e alguma coisa em DVD e dei para um amigo que me deu muita força na época. O cara montou uma locadora. De brinquedos, doei e vendi tudo que não fosse dessa coleção da qual falei. Só um cara encheu o carro dele até o teto, de tanta tralha.

 

Livros, doei e vendi quase todos. Resisti o quanto pude em relação a eles... doeu, mas já foram.

 

Hoje, não consigo mais acumular coisas. Assisti a um filme, passo pra frente. Meu pai que o diga! Li um livro legal, logo ele está sob os olhos de outro leitor. Roupa, começou a ficar mais ou menos, tchau!

 

Me desapeguei disso tudo. É estranho, mas a casa fica arrumadinha! Rsrs!

 

É gostoso colecionar, mas é um saco cuidar da coleção, às vezes.

 

Por isso, hoje coleciono algo que tem a ver com o agora, ao qual dou tanto valor É muita, muita coisa legal!  E compartilho essa enorme coleção com vocês.

 

Hoje, eu coleciono momentos.

-Saboreado por: mc às 11h26
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