Saboreando



Eu não era lá muito adepto do mundo virtual e nunca havia pensado em ter um blog, mas aqui está. Sou repórter e redator, trabalhei muito com cinema na imprensa, moro em São Paulo e adoro essa cidade. A vida urbana me atrai muito (sorte minha) e faço parte desse caos todo aqui, mas até que sou bem tranqüilo (já fui menos). Acredito que todo dia tem que ter pelo menos um momento, por menor que seja, especial. Pra isso, é necessário saber enxergá-lo no meio da correria de sempre.



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- Liliane Prata
- Olivia de Perto (com sua bela voz)
- Daniele em Londres - vida nova (e mais que interessante) no Velho Mundo
- Isabela Raposeiras - Pra quem quer saber mais sobre café







Não dá pra viver sem...

Há coisinhas sem as quais não vivemos. Aliás, vivemos, sim. Mas fazendo de conta que são imprescindíveis, você não deixa faltar. De umas, você enjoa e nunca mais as quer. De outras você simplesmente pára de gostar e nunca mais corre atrás. Eu mesmo já achei que cinema era mais necessário que oxigênio, beirando os 1000 filmes por ano (não me pergunte como eu conseguia, sei lá). Eu mesmo não entendo, não estou dando a mínima pra Sétima Arte agora... mas sei que é momentâneo.

 

Geralmente são coisas simples. Materiais mesmo. Tipo:

 

Azeite: Grego, espanhol, Português, Italiano... a variedade é tão grande e a disponibilidade tem aumentado tanto, que é bem difícil você fazer uma lista dos prediletos. Dá pra experimentar um novo a cada compra, ainda mais em minha urbe querida, onde encontro de tudo.

 

Shoyu: o que antes era diferente, dos anos 80 pra cá vc acha em qualquer mercearia de esquina. Inclusive bons e baratíssimos. O legal é que vc sempre pode incrementá-lo com ervas e outros temperos.

 

Chocolate: já fiquei anos sem comer. Voltei a ele recentemente, mas de forma mais parcimoniosa. “Enquanto isso, na Sala da Justiça”, amigos meus continuam injetando o doce de semente de cacau na veia.

 

Cebola: já tive sorte de achar uma parceira que também gostasse e não reclamasse do hálito acebolado... Mas hoje como menos.

 

Hortelã: ô ervinha versátil! Sempre que posso, uso pra tudo. Vc se surpreenderia quanto às possibilidades de uso dessa folhinha!

 

Voar: 2 meses sem pelo menos um vôozinho de ponte aérea, que seja,  dão aquela impressão de que falta algo...

 

Café: não a bebida em si, mas o contexto. Pra quem pensa que sou viciado, em casa eu simplesmente nem tomo. Nem xícara tenho (ainda). É mais pelo lugar, pelo modo como é feito. Um expressozinho bem tirado merece uns minutos de atenção (justamente pra parar de prestar atenção a tudo). Saudades da Gi.

 

Carne: Verrrrrrrrrrmelha, quase crua, pingando sangue (vai ter gente desiludida aí...). Schlép!!!

 

(cotinua no post abaixo... *%#@&#...)



-Saboreado por: mc às 13h09
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Não dá pra viver sem... (continuação)

 

Desenho animado: nunca conheci alguém que não goste. Atualmente, curto os adultos estilo Simpsons, mas tou numas de Liga da Justiça, Batman, X-Men Evolution, o novo longa dos Vingadores quem vem aí... E, falando em TV...

 

Séries: Sitcoms, policiais, suspense... Sempre: Mad About You, Anos Incríveis, Friends, Ally McBeal, Seinfeld… Antigas: Águia de Fogo, Esquadrão Classe-A, O Jovem Indiana Jones, Trovão Azul, Helicops, Medicopter, qualquer série de resgate (exceto Baywatch, que só foi de resgate nos primeiros capítulos e depois virou catálogo da Playboy – em tempo, nada contra, hehe! Mas conteúdo que é bom...) Atualmente: Smallville, My Wyfe and Kids, CSI (todos), Law & Order (todos), Cold Case, voltei a ver os Star Treks (desde que sem nenhum trekkie-nerd-geek por perto), Crossing Jordan, Without a Trace, Third Watch, Hot Properties...

 

Trilhas Sonoras: de filmes e séries. Pra deixar rolando no Mp3, baixinho, ou na hora do banho.

 

Norah Jones: o q é q essa menina tem, caramba?! Logo eu, que enjôo fácil de música, não largo os CD's dela!

 

Lenços de papel: não há como usar óculos e não precisar deles...

 

Cartão bancário: Se o lugar não aceita, perde um cliente. Por causa disso, peguei a mania de andar sem dinheiro por aí e vez ou outra danço.

 

Desodorante sem perfume: ODEIO algo muito cheiroso em meu corpo. Mas, se vem de outro corpo (feminino, obviamente), nada contra. Mas ninguém é tão irredutível...

 

Por enquanto é só, depois me lembro de mais...



-Saboreado por: mc às 13h08
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Festão!

Contrariando os mais pessimistas, havia muuuuuita gente na festa do Ano Novo chinês na Liberdade. Gente saindo pelo ladrão. Mas, também contrariando os mesmos pessimistas, festão! Muitíssimo organizada, sem confusões, muitas famílias juntas (orientais ou não), muita criança (nem gostei, né?) e muita, muita coisa gostosa (e barata!) pra comer à vontade.

Bastante gente, mas sem empurra-empurra! Gostei muito, e geralmente sou contra lugares muito cheios de gente.

Das festas de rua às quais já fui em vários bairros e cidades, esta foi a mais calma e organizada que já vi, emoldurada pelo bairro da Liberdade, que não precisa de festa nenhuma pra ser uma atração. Aproveitei pra explorar cantos nunca antes vistos por mim.

Dicas de restaurantes semana que vem, dos mais simples aos mais sofisticados, mas todos bons.

Parabéns aos organizadores! Quem dera toda festa de rua fosse organizada, animada e agradável assim!



-Saboreado por: mc às 08h19
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Ano Novo Chinês na Liberdade

Blogueiros e fotoblogueiros, não percam:

Ano Novo Chinês em São Paulo

 

 

  Em 28 e 29 de janeiro, o bairro oriental da Liberdade, em São Paulo, receberá cerca de 100 mil pessoas para a comemoração do Ano Novo Chinês, com muitas atrações. Para reproduzir a mais importante festa da China, a Praça da Liberdade e as ruas vizinhas receberão um grande palco e barracas estilizadas, onde o público poderá conhecer mais sobre a cultura, da arte e da culinária chinesas, à luz das tradicionais lanternas vermelhas e desfiles temáticos, como acontece nos diversos bairros orientais de outras cidades importantes do mundo. Atualmente, vivem no Brasil cerca de 200 mil chineses, 90% deles em São Paulo. O evento entrará para o calendário fixo de festividades da capital todos os anos.

 

1ª Festa do Ano Novo Chinês em São Paulo – Praça da Liberdade (estação Liberdade do Metrô) – dias 28 e 29 de janeiro (sábado das 12 às 21h e domingo das 9 às 20h) - Grátis

 



-Saboreado por: mc às 15h36
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Macarrão pra "depois"

 

                 Quer uma receita urbanóide, bem rápida, que fica pronta em uns 10 ou 15 minutos, mas você fica com a sensação de ter comido de verdade e não somente “beliscado”? Além disso, custa cerca de R$ 10 e rende umas 4 ou 5 porções, e os ingredientes você encontra em qualquer supermercado ou mercearia. Às vezes até já tem no armário. Vamos lá:

 

Ingredientes básicos: um pacote de 500g de macarrão fusilli (parafuso); uma lata de creme de leite (ou 2 caixinhas de 200 g); uma lata de atum (o sólido é melhor); 2 tabletes de caldo de camarão.

Cozinhe o macarrão adicionando um dente de alho à água ainda fria, bem como uma pitada de sal (não muito), de preferência sal grosso. Após escorrer, retire o alho. Enquanto o macarrão cozinha, faça o molho: pegue uma pequena panela à parte e junte os outros ingredientes. Mexa de vez em quando para não agarrar no fundo da panela. Deixe ferver por uns 5 minutos, ou até o molho engrossar.

Para servir, faça como preferir. Ou despeje o molho todo junto e misture com o macarrão, ou deixe-o à parte para que cada um coloque a quantidade desejada no próprio prato.

Um azeite cheiroso vai bem. Querendo incrementar o molho, inove, arrisque! A receita é básica, mas você muda conforme sua preferência, utilizando somente produtos light, adicionando azeitonas picadas ou mesmo o que faço de vez em quando: juntando ao molho aqueles camarõezinhos bem miúdos. Fica legal adicionar folhinhas de manjericão fresco no próprio prato, por cima, ou coentro (mas bem pouquinho, também fresco). Daí, vai da sua criatividade, pois cada vez que faço mudo um pouco. Orégano, cebolinha e salsa picadinhas... cê que sabe. Só não exagere.

Rápido, eficaz e gostoso. Ah, e econômico também.

 

O nome? Ah... é exatamente o que vocês estão pensando...



-Saboreado por: mc às 15h08
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Diversão interativa

 

 

O mais próximo que temos no Brasil dos stand-up shows americanos (aqueles humoristas que sobem ao palco para contar piadas e casos do cotidiano, como Jerry Seinfeld) não são aqueles piadistas sem graça que aparecem em programas idem, como o do Tom Cavalcanti. No sábado, comprovei isso indo à Fnac Pinheiros, onde se apresentaram as atrizes Chiara e Cris (acho que é assim que se escreve). São elas as contadoras de história que normalmente encantam a criançada aos sábados e domingos nas duas Fnac’s, às 17h, no “Canto do Conto” da seção infantil.

Mas no sábado, às 19h, é a vez dos adultos. Assim como com as crianças, a história é interativa, com a assistência palpitando aqui e ali e as atrizes aproveitando 100% dos palpites. Como objetos de cena, utilizam quinquilharias as mais improváveis, que, segundo a imaginação, viram o que você quiser. Um desentupidor de pia vira desde uma espada até um celular. Até agora não sei se os pitacos da platéia ou a forma como as atrizes os utilizam são mais engraçados.

 

- Alguém aí, diga alguma coisa desagradável que já enfrentou, uma das piores coisas da vida... Mas tem que ser ruim mesmo!

- TPM de namorada!

 

Diversão garantida, de graça, num espaço agradável. Quer mais o que?

 

E, pelo que estou vendo e conheço o boca-a-boca, logo precisarão de mais cadeiras, ou de um espaço  maior. Cadeiras, nem digo, pois é gostoso fazer como faço no meio da criançada: sentar no carpete, largado, como pedi a Deus.

-Saboreado por: mc às 14h37
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Tem jeito

Ontem aconteceu algo à tarde que me deixou meio sem graça. Acho que acabei pisando na bola com alguém, mesmo sem intenção.

Até aí, normal, pois isso pode acontecer a qualquer momento. Por mais sintonia que tenhamos com alguém, certas interferências geram ruídos, chuviscos, chiados...

Aí fica aquela sensação de encanto quebrado, mas a certeza de que é com gente que nos relacionamos, todos sujeitos a isso, porque o mundo não é cor-de-rosa (ainda bem, sou mais o azul).

E outra certeza: por incrível que pareça, é bom sinal. Se ficamos chateados, é porque a pessoa vale algo pra nós, gostamos dela. Se não gostássemos, seria fácil ligar o botão do “dane-se”.

 

                  Se o encanto foi quebrado, alguém tem uma colinha eficiente aí?

-Saboreado por: mc às 09h07
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Sobre estar com alguém

O bom de ter alguém a seu lado é aquela coisa de chegar em casa depois de um dia “daqueles”, só olhar pra ela e um monte de coisas ruins evaporarem ainda ali na porta. È você estar meio pra baixo, ela ficar na dúvida sobre o que fazer pra te ajudar e você dizer que só o fato de ela estar ali já ajuda e significa muito mais do que ela pensa.

 

Mas é também aquela alegria que contagia. Rir de qualquer besteira. Soltar tiradas inteligentes e fazer rir até nas horas mais difíceis (quando isso é mais necessário).

 

È se deitar e ver ali ao seu lado o que realmente importa. Aquela coisa do “ A História de Nós Dois” em que o cara diz “Tudo o que realmente é importante está em cima desta cama”.

 

É você pensar no outro o dia todo, e isso não atrapalhar em nada o trabalho, o estudo, e tudo que junto forma uma vida.

 

E só ter alguém em quem pensar já é muita, muita coisa.

-Saboreado por: mc às 16h18
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Sacanagem! Rsrsrsrs!

Olha só o que saiu no blog http://mijanonaarvrinha.zip.net/:

 

Tou rindo até agora! Olha o róóótulo! Atentem para o detalhe dos All Star no pezinho! Além do Fran's e dos cinemas, faltou indicar a Fnac. Rsrsrs!



-Saboreado por: mc às 09h07
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Existe algo mais irritante que esses atendimentos eletrônicos por telefone? 500 opções diferentes e nenhuma é a que você precisa. O pior é quando fazem vc esperar um século e o telefone simplesmente desliga na sua cara. ODEIO falar com máquinas.

-Saboreado por: mc às 10h06
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O Pandora

                                    Um restaurante tem pelo menos 3 quesitos em que a qualidade não pode deixar a desejar. Pra minha sorte, achei um que reúne estes 3 e mais alguns. Raro é o dia em que não almoço nele. E, como todo lugar interessante, também tem uma historinha interessante.

 

Marcio e Flavio trabalhavam numa conhecida loja de decoração do bairro de Pinheiros. A cunhada de Marcio, Susana, sempre trabalhou em restaurantes. Estavam os três chegando aquele ponto da vida em que você espera um pouco mais que a simples rotina profissional.

Pegaram um desses sobradinhos de Pinheiros, onde já funcionava uma pizzaria, e redecoraram, adaptando-o para restaurante, mas mantendo o ar aconchegante de casa, de lar. O jardim de inverno recebeu uma cobertura plástica que deixa passar a luz do sol, e virou o bar. As paredes de todo o salão receberam cores diferentes, bem em voga, como o verde-limão, o laranja e tijolinhos aparentes. Os artigos de decoração remetem ao Brasil do século XXI, ou seja, cerâmica, cipós e tecidos simples, mas com um ar moderno, urbano ao mesmo tempo.

A comida? “Eu queria servir uma comida caseira, mas com uma apresentação bem legal, fugindo do comum”, diz Susana, no comando do barzinho e do  cardápio. Segundo ela, optaram por servir comida de verdade, para ser comida de verdade. “Eu fiz de tudo para fugir do self-service. Nada contra, pois conheço algins selfs que são legais, mas queríamos um lugar em que o cliente se sentasse e comesse com calma, saboreando, apreciando o visual, e não somente chegasse, se servisse, comesse e saísse correndo como chegou.

Deu certo.

O prato, muito bem servido e a preços interessantes (mais um item a favor), por mais simples, é feito e armado com capricho. Todos têm nomes indígenas, ou no máximo de origem afro, cujos significados vêm em um glossário na última página do cardápio. Carnes, peixes, massas, vegetais... dificilmente alguém não acha o que lhe agrade.

Eu mesmo chego lá todos os dias atrás da boa comida e da música de qualidade (um dia apareceu uma Sandy no meio do CD e Susana voou pra adiantar o bicho, sob o protesto da clientela, que mostrou o bom gosto que o lugar inspira e pede). Após ficar bastante satisfeito, tem mais!

Quase sempre finalizo com um cafezinho feito naquelas cafeteiras italianas, daquelas de dois estágios, em que a água ferve e vai parar no compartimento de cima, passando pelo pó, no meio. Ao contrário de outros cafés (também muito bons) que tomo pela urbe afora, o prazer deste não fica só na boca. Ele desce macio. O prazer continua após ele ser saboreado, dando uma sensação de bem-estar que, confesso, nunca havia sentido antes, mesmo como bom apreciador de café. Acompanha-o uns pedacinhos de um bolo feito na casa, à base de canela e mel.

A editora inteira já elegeu o lugar como o predileto. Também pudera! A atenção de Marcio, Susana e Flavio num atendimento nota 10, mais a comida de qualidade incontestável, aliados ao preço e ao sobradinho com jeito de lar, em que a cada dia você descobre um detalhe diferente na decoração, fazem os outros restaurantes próximos não serem mais tão atraentes quanto pareciam. E não eram. 

No almoço, pratos variadíssimos. Comida de verdade, como eu já disse. No jantar, pizzas e porções. Eu já provei todo o cardápio e ainda inventei alguns pratos, que eles, topando a brincadeira, prepararam. Onde mais você consegue essa interação?

Um lugar de raízes brasileiríssimas em  plena cidade grande, e não uma daqueles estabelecimentos sem personalidade, tentação fácil na metrópole.

Mais uma prova de que as coisas simples, mas feitas com carinho, esforço e competência têm tudo para dar certo.

A propósito, quem quiser comprovar, o Pandora fica na rua Deputado Lacerda Franco, quase esquina com a Cardeal Arcoverde (entre a Teodoro Sampaio e a Cardeal).

 

E eu preciso, urgentemente, de uma câmera digital pra ilustrar esses posts!



-Saboreado por: mc às 09h17
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Volta pra casa

Viagem tranqüila e até meio chatinha. Chegada de madrugada, sem trânsito. Táxi espaçoso (eu mereço). Chegando à porta do apartamento... descoberta da chave... lá dentro da mala, num bolso interno daqueles escondidos (pelo menos eu me lembrei e não tive que espalhar roupas pelo corredor). Ri de mim e comigo mesmo.

Lá dentro, toneladas de correspondência. Outros sedex na portaria que eu não peguei. Tentei dormir mais, não consegui e fui comer coisa gostosa.

No elevador, ausência da vizinha linda. Tudo bem...

No mais, meio dormindo ainda, mas funcionando no piloto automático. Janeiro gostoso, pelo que pude ver até agora.

No trabalho, notícia ruim da colega que perdeu o bebê que esperava... Bateu forte. Muito forte...

Mas uns presentinhos pra ela e pra outros ajudam a alegrar do dia. É o que dá pra fazer agora...

Tá todo mundo pedindo a receita do peixe do Ano Novo.

E a vida continua no próximo episódio!



-Saboreado por: mc às 10h39
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Que dure poucos segundos, ou dias inteiros, tudo que faz a vida valer a pena vira post.



-Saboreado por: mc às 07h56
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Ceia de Ano Novo

Durante a semana passada, deu vontade de fazer algo diferente para a ceia de ano novo para minha família. Pensei alto: um belo peixe assado com tudo e mais um pouco. Eu e minha irmã compramos, sem saber, o mesmo peixe (vermelho). Ela o fez recheado, enquanto eu resolvi ressuscitar uma receita que criei há uns 4 anos e que andava esquecida.

Mas confesso que eu estava com medo. Como estava meio que "aposentado" da cozinha, tive medo de errar no tempero. Tenho boa mão para isso, mas estava receoso por causa da longa "licença".

Gastei os tubos (aqui no ES as coisas são muito caras). Comprei um vermelho de quase 5 quilos e resolvi fazer de um modo diferente do usual. Temperei-o de véspera, como de praxe. Limão, vinho branco seco, alho, cebola, coentro e por aí afora. Dia seguinte: pus pra assar (quase não cabia na travessa). Enquanto ele ficava cheiroso com os dentes de alho inteiros e os ramos de coentro, mais o sal grosso, debaixo da coberta de papel-alumínio, preparei o molho: creme de leite, iogurte natural, leite de coco, coentro, azeite, salsa, cebola, caldo de camarão, e outros tralalás. Quando faltava uma meia hora, adicionei o molho por cima e pelos lados. O peixe passa, a partir daí, a cozinhar dentro do molho, um pegando o sabor do outro. Adicionei camarão. No finalzinho, pimentão, azeitonas e amêndoas picadinhos no molho, com um toque crocante. Por cima de tudo, também picadinhas,hortelã e cebolinha frescas.

Pra acompanhar na mesa, salada com rúcula, tomatinho-cereja e mussarela e búfala (pode ser queijo frescal ou tofu). Shoyu e azeite. Um arroz branco completa o trio. No prato com arroz, um pedaço do peixe e o molho por cima de tudo. Azeite extra-virgem bastante cheiroso, como manda a lei (a minha).

O peixe ficou muito bonito na mesa, confirmado pelo olhar curioso de todos. Houve gente que não curtia peixe, mas aprendeu a gostar!

Olha... faz um bom tempo que eu não cozinhava para outra pessoa. Era o que faltava pra eu retomar a cozinha... fiquei satisfeito (de barriga e coração cheios) ao ver a aprovação no rosto dos familiares. Uma sensação muito gostosa que eu não sentia há anos... E que me fez muita falta.
Se o segredo de cozinhar é fazer com carinho, que dizer se adicionarmos o carinho por quem amamos... Valeu a pena cada etapa.

No dia seguinte, ficou mais gostoso ainda.

Disseram que já posso me casar de novo. Rs!



-Saboreado por: mc às 19h09
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