Saboreando



Eu não era lá muito adepto do mundo virtual e nunca havia pensado em ter um blog, mas aqui está. Sou repórter e redator, trabalhei muito com cinema na imprensa, moro em São Paulo e adoro essa cidade. A vida urbana me atrai muito (sorte minha) e faço parte desse caos todo aqui, mas até que sou bem tranqüilo (já fui menos). Acredito que todo dia tem que ter pelo menos um momento, por menor que seja, especial. Pra isso, é necessário saber enxergá-lo no meio da correria de sempre.



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- Liliane Prata
- Olivia de Perto (com sua bela voz)
- Daniele em Londres - vida nova (e mais que interessante) no Velho Mundo
- Isabela Raposeiras - Pra quem quer saber mais sobre café







Calma...

Calma, calma que eu tô voltando! Mais um pouco e teremos posts.

-Saboreado por: mc às 08h58
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Santo Remédio...

 

Dia chato, um tanto triste até, que você quer encurtar ficando até mais tarde na cama...

Tentando recuperar algo dele, uma caminhada até chegar ao café do casal de amigos gente boa. Lá, uma surpresa: a netinha deles, com um avental igual ao dos avós - só que em miniatura, claro. Serve e entrega os flyers da casa que tira do bolso do avental, brincando de trabalhar e aprendendo, ao mesmo tempo.

Como de praxe, o casal me dá o controle-remoto da TV a cabo para eu me distrair após ter lido todos os jornais e revistas (ô, saudade de minha assinatura da Sky...). A loirinha senta-se comigo no sofá e, sem querer, começamos a zapear. Paramos na reprise da reprise da reprise de “O Grinch”, não o desenho, mas o filme com o Jim Carrey.

Eu, de repente, me esqueço da tristeza e do desânimo, e me ponho a rir como se também tivesse os seis anos da menininha loirinha de cabelos encaracolados. Rio com vontade, como se estivesse vendo o filme pela primeiríssima vez. Rio até mesmo das coisas mais bobas (venhamos e convenhamos, o filme foi bem feitinho). Pra mim, que amo o Natal, foi duplamente gostoso.

Lembrou-me de quando eu me sentava no chão, no meio da criançada na Fnac, pra ouvir as contadoras de histórias Cris e Chiara. E saía de alma limpa.

Depois, a loirinha foi lá dentro, tirou o aventalzinho, pôs na pequenina mochila florida de pano que levou às costas (e ficou parecendo aquelas crianças vestidas de anjinho nas procissões, com suas asinhas de algodão e arame) e foi-se embora, segurando a mão da avó pela calçada afora.

                  Mal sabe ela o bem que fez, só por estar ali.

-Saboreado por: mc às 13h38
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