Saboreando



Eu não era lá muito adepto do mundo virtual e nunca havia pensado em ter um blog, mas aqui está. Sou repórter e redator, trabalhei muito com cinema na imprensa, moro em São Paulo e adoro essa cidade. A vida urbana me atrai muito (sorte minha) e faço parte desse caos todo aqui, mas até que sou bem tranqüilo (já fui menos). Acredito que todo dia tem que ter pelo menos um momento, por menor que seja, especial. Pra isso, é necessário saber enxergá-lo no meio da correria de sempre.



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- Olivia de Perto (com sua bela voz)
- Daniele em Londres - vida nova (e mais que interessante) no Velho Mundo
- Isabela Raposeiras - Pra quem quer saber mais sobre café







Virada Cultural

Ê, minha Sampa querida!

Final de semana cheio de opções na urbe, e um feriadinho pra favorecer. Geralmente não curto muito feriados, mas... Como as mudanças acontecem (como citado dois posts abaixo, num dia mais sério), estou começando a curtir.

Voltando às tais opções da urbe, a Virada Cultural vai pegar o sabadão e o domingo. Podem olhar que tem agendas em tudo que é veículo de comunicação da Paulicéia.

Só que alguém me pôs uma música na cabeça... num momento ímpar e até meio inacreditável para espíritos menos preparados. E música me prende... no bom sentido.

E eu acho que vou seguir aqueles acordes, aquela letra deliciosa e pretensamente ingênua, que acalma e encanta.

Ao vivo, já pensou? No coração da minha amada urbe, que pretendo explorar muito já que vou para uns cantos dos quais eu tou com saudade.

Ninguém entendeu nada, né?

Nem eu. Mas tá tão gostoso assim... Rsrsrs



-Saboreado por: mc às 01h25
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Olha... Sei que de autobiográfico esse blog não tem muita coisa...

Mas de onde vem essa caspita dessa insônia dos últimos dias?

Domingo fiquei com rinite, meio fechando o nariz, embora não fosse gripe. A garganta cismou de tentar inflamar, mas debelei tranquilamente. Fora que andei pra caramba, mas essa parte foi boa.

O tradicional Vanilla do Starbucks não pareceu tão gostoso pela primeira vez na vida, mas não era culpa deles.

Aí o bobo aqui reinstalou internet em casa. Mas isso foi bom também.

Tou bom de resumo hoje! Rsrsr



-Saboreado por: mc às 01h10
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Aparências enganam

Hoje não foi um dia fácil... O que não quer dizer que não tenham acontecido coisas boas, ou mesmo engraçadas.

Fui tomar um café no Suplicy depois do almoço e me sentei nas grandes poltronas lá de trás, para ler e descansar. Nisso, chega uma moça muito simpática, muito bem vestida, bonita em seus cabelos curtinhos, com um penteadinho que eu não sei como se chama, mas não faria diferença saber... Só sei qe tá muito em voga.

Puxou papo, me perguntando sobre uma crônica que eu lia numa revista. O assunto foi sendo emendado em outro, em outro e em outro.

O legal foi quando ela me perguntou o que eu havia estudado e fez uma cara de cálculo... "Mas... tão novinho assim?"

Pergntei a idade dela e comecei a rir.

"Que foi?" - ela perguntou, rindo também.

Quando soube que eu tinha oito anos a mais que ela, soltou o maior palavrão e todo mundo olhou.

Caí de rir.



-Saboreado por: mc às 01h06
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Do nosso jeito de ver as coisas (ah, e pessoas!) e de como elas realmente são

 

De uns tempos para cá, tenho mudado meu jeito de ver as coisas. De ver as pessoas também...

 

Temos a mania de idealizar essas coisas e pessoas que passam pela nossa vida de alguma forma. Não importa se é gente que o destino mandou, se foi apenas um contato que não acontecerá de novo ou se é daquelas com que você é obrigado a conviver. A gente sempre idealiza algo.

 

Aí descobrimos a pólvora um dia: ninguém é como você pensa que é. Ele ou ela é o que é e pronto. Não é um pensamento seu que vai determinar a personalidade de alguém. Aquele perfil pode só existir na sua cabeça mesmo.

 

Outro duro aprendizado: as pessoas, na massacrante maioria, não mudam. Algumas até mudam conceitos, ou o modo de ver algumas coisas e pessoas.

 

Estou nessa fase de redescobrir princípios e conceitos... Não é um aprendizado simples, fácil, mas é instigante. Quero redescobrir a gana pelo próprio aprendizado.

 

Comigo tem rolado isso de não idealizar mais. Pessoas, coisas situações... Tanto faz. Não que eu queira ser um daqueles que desconfiam de tudo e todo mundo, não é isso. Mas gosto de saber como as pessoas são. E elas são completas, com qualidades, defeitos, manias e, algumas, até certas “particularidades exóticas”. Não me atingindo em nada, tudo bem. Basta, hoje, saber como elas são comigo. Tem essa também... Às vezes somos com umas pessoas como não somos com outras. Questão de sintonia, talvez, ou até de proteção. Aquele lance de não expor certos lados seus para quem não os entenderá.

 

Uma coisa que aprendi com a vida é que amigos são uma coisa, e pessoas com quem gostamos de sair ou cuja companhia nos agrada são outra coisa muitíssimo diferente. O fato de alguém gostar de sua companhia, ou de você ser útil a ela (de várias formas), não significa exatamente que ela goste de você... Entra aquela coisa de a vida ser um grande jogo de interesses. Nisso entra todo tipo de interesse: carências afetivas, companhia, dinheiro, status... Todas perigosas.

 

Por isso mesmo, ultimamente me afasto de pessoas que acham que você tem que ser do jeito que elas gostariam que você fosse. E, da minha parte, também evito achar algo. Estou satisfeito comigo, com o meu jeito de ser para mim e para as poucas pessoas de quem gosto de verdade e quero próximas. E, na boa, essas pessoas próximas sentem todo o carinho que tenho por elas (e pode contar que é muito). Continuo amando poder cuidar de quem eu gosto. Para quem não gosta, uma novidade: olha o tamanho do mundo que tem aí fora, com bastante espaço para ficar longe!

 

Após esse papo todo, moral da história: ao idealizar alguém, perdemos o que a pessoa realmente é. E no meio disso tem muitas coisas boas das quais nos privamos, ou muitas coisas ruins das quais devemos nos proteger.

 

 



-Saboreado por: mc às 13h21
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